terça-feira, 7 de setembro de 2010

Aulas de vela - leitura acelerando o aprendizado

Uma certa época em minha vida tive um professor que me disse: "- A diferença entre o aluno e o professor é que o professor leu antes". Êta frase certinha essa! Nas aulas de vela, a medida que as aulas vão acontecendo e os alunos vão pegando mais experiência, cada vez menos é necessário passar instrução. Na verdade é assim para tudo em nossa vida. Mas voltando ao meu professor...ele disse "- ...o professor leu antes..." É isso mesmo, para acelerarmos o aprendizado é necessário ler muito a respeito de tudo dentro do mundo da vela. Quem se interessar pelo assunto e possuir o hábito de ler, vai aprender mais rápido e ao mesmo tempo fixar melhor o que aprender nas aulas. Mesmo sendo poucas, em comparação a outros países,  possuimos literatura que abrange quase todos os temas de navegação.


Algumas fotos de nossas aulas:


Uilson e Vera - Ávidos por leitura, serei tripulante fácil sob o comando deles!
Terminaram o módulo básico e irão partir para o avançado.
Uilson, Vera, peguem o livro que emprestei sobre regulagem de velas e leiam bem a parte de regulagem de balão. MAS ISSO NÃO DARÁ O DIREITO DE DISCUTIR COM O COMANDANTE!!! RSRSRSR....
Irão usar no módulo II. Parabéns!!!


Feliz também fiquei em levar para passear uma certa menina que mora a 2000 km de distância daqui.
Ellen, filha do Nosso aluno André que também lê de tudo.
Parabéns André, pela delicada Ellen. Mas não se esqueça, depois daquela regata molhada do sábado do feriado que me fez participar, está me devendo almoços todos os sábados até o final do ano!
Olha a Ellen levando o Big Rider!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ilha de Cotunduba, temos que nos mobilizar...

Queridos amigos, na entrada ba Baía da Guanabara existe uma ilha lindinha e que sempre me encanta quando deixo a entrada da Baía, por boreste, em direção a ilha rasa, é a ilha de Cotunduba.
Olhe a foto e veja como é uma belezura de ilha.















Pois bem, vem aí a olimpíada de 2016. Sabem o que querem fazer na Cotunduba?
Esta porcaria aí:


 Levantam a bandeira dizendo que será uma torre sustentável. Para quê eu quero uma torre...ainda mais sustentável? Dizem que criarão uma torre de observação (como se fosse necessário). O homem cria algumas necessidades que são completamente absurdas...
A idéia é gerar energia limpa para a aldeia olímpica...Já imaginaram o absurdo de mentiras que irão dizer para validar a maluquice dos políticos? Acha mesmo que isso vai funcionar eternamente? Assim que acabarem as olimpíadas esta verruga encravada na ilha será usada pelas aves que irão fazer seus ninhos e irão achar, as aves, que é natural. E mesmo que seja usada pelo resto da vida como algo que possui uma função qualquer...precisamos dela? O Rio já é tão chamativo, cheio de belezas naturais...querem concretar nossos olhos como São Paulo? Para quê? Eu respondo - para engordarem os bolsos dos empreiteiros. Obras faraônicas bem ao estilo daquele governador doente que tivemos (Cidade da Música? - Uma rocha horrível encravada no coração da Barra) Está pelo menos funcionando? Não, não está e não irei a nenhum show ou o que lá acontecer naquela porcaria). E digo mais, se houver uma mobilização para embargar esta obra idiota de torre sei lá o quê, eu serei o primeiro a colocar meu barco na frete para atrapalhar os empreiteiros. Sem contar que é uma área de proteção ambiental...(mas como é que conseguem cogitar um absurdo destes sendo uma APA?) Só mesmo em um país que não é sério.
Mas a garotada vai gostar, vai ter até  "bungee jumping"...
Vejam o restante das imagens: Vergonha!! Podiam colocar isso na praia de Ramos, no piscinão, por que não? Com cinemas para as crianças, lojas, parede de escalada para incentivar o esporte, etc...aí sim, seria uma proposta um pouco mais coerente com nossas necessidades.
Imaginem os ovos dos peixes, ouriços, etc. em torno da ilha, sendo dragados por bombas imensas e retornando por uma cachoeira...vai ser lindo! Tomara que entupa tudo com saco plástico e camisinhas que boiam aos milhares na nossa Baía!



Esta obra não deveria acontecer! Abrçs, Luís.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

ATAQUE !!!???!!!??? de beleia franca!

No dia 21 de julho deste ano, um casal foi dar um passeio em seu veleiro de 10 metros lá na África do Sul, e ficaram muito felizes ao verem uma baleia dando saltos no mar....que lindo! No entanto, ela continuava a dar saltos e foi chegando mais e mais próxima do veleiro...até que, de maneira "furiosa"! Aterrisou pelo través do barco. Quebradeira geral! Pânico e perigo de naufrágio..., no final ficou tudo bem e o casal chegou motorando ao clube. A mídia brasileira, como não poderia deixar de ser, e entendendo profundamente o padrão de conduta dos cetáceos, entrou na onda da mesmice televisiva de chamadas espetaculares para programas de vida selvagem, onde dizem que tubarões e orcas são assassinos, insetos são orripilantes!!!! Agora até uma baleia, em passeio, já é até capaz de "simular um ataque de maneira felina onde prepara o bote para atacar um veleiro que desgarrou da flotilha e pode estar ferido", sendo uma presa fácil! Teve gente que disse até que ambos, a baleia e o veleiro estavam em horário e local errados. Eu fiquei pensando, se a baleia não estivesse dentro d´água, nadando, estaria onde? Em algum clube náutico atracada ao cais?
Ah...a baleia se machucou sim. Pedaços de sua pele ficaram presos ao barco.

PS1: as baleias e golfinhos possuem sim capacidade de ataque em grupo e individualmente a peixes e outros mamíferos, mas vamos devagar...

PS2: No blog do Axel Grael, o acontecido foi descrito de maneira mais coerente...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Construção amadora - Mais um veleiro surgindo!

           Já falei antes aqui no blog sobre o meu respeito por pessoas que decidem construir seu próprio veleiro. Na dácada de 70, na França, houve uma grande explosão de construções amadoras por conta das vitórias gloriosas de Eric Tabarly e também pela velejada solitária feita por Bernard Mointessier quando abandonou a regata volta ao mundo pelo simples prazer de não chegar. O ocorrido virou literatura obrigatória de quem veleja, aqui no Brasil foi traduzida como “Um longo Caminho”. Os franceses logo vislumbraram a possibilidade de fazer o mesmo que Tabarly e Mointessier e, em vários estaleiros, iniciou-se uma febre por construir veleiros que até hoje não se fez igual. Muitos conseguiram e foram navegar em seus sonhos mundo a fora, com a família toda dentro. Outros porém, acabaram por sucumbir por conta das dificuldades encontradas. No entanto, foi a partir destes sonhadores que o mercado náutico francês recebeu um empurrão. Quem sabe não serão nossos construtores amadores os responsáveis por tirar dos brasileiros o mito, o ranço, de que para se ter um veleiro é preciso ser rico. Outro dia, lá no clube, conheci uma destas pessoas “descoladas” que corajosamente partiu para a conquista de seu sonho. O nome dele é Carlos Henrique Vianna da Costa que é técnico de operações de mergulho e tem 45 anos. Conheceu o projeto de seu catamaran em um fórum náutico. A obra teve início em 2008 e pelo que ele prevê, o término será em 2011. Uma das “bananas” já está pronta e será laminada agora. Segundo ele me informou, as maiores dificuldades que encontrou foi saber a diferença entre “compensado naval” e “compensado marítimo”, o custo dos materiais e a falta de tempo disponível para a obra. As fotos estão aí! Força Carlos! Coragem você já possui!

Especificações:
Comprimento: 8,6m
Boca: 4,3m
Calado máximo : 0,7 m

quinta-feira, 10 de junho de 2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

Aula de instrução - Curso de vela a bordo do Big Rider

Fotos da navegada de instrução a bordo do Big Rider.

Belo dia de outono!!!
Nova turma em formação - venha aprender a velejar e ainda passar tardes maravilhosas!

Tel: (21) 8187-9618 (Luís Cardoso)


As fotos foram gentilmente feitas pelo amigo

Marcio - "lancha Diver"

terça-feira, 18 de maio de 2010

Nossa Senhora da Boa Viagem - "uma santa como sentinela"

Ao saírmos da Baía de Jurujuba em Niterói (RJ), contornando o morro do morcêgo, pelo mar, percebemos por boreste, um pouco mais à frente, uma ilhota que possui uma construção branquinha bem no alto. Parece que fica nos observando e esperando nossa volta...  Outro dia, ao voltarmos de uma regata, nos encontramos com a tripulação do veleiro “Calamar” no clube e ouvimos do Claudio, um pouco da história da Igreja da Nossa Senhora da Boa Viagem. Fiquei bastante impressionado...Encontrei neste texto muito bem escrito, fatos interessantes a respeito de mais um personagem do passado de nossa baía tão querida. Leiam sem pressa, Luís.

“A fé e os canhões sempre andaram juntos. Muitas vezes porque os canhões troaram em nome da fé. Noutras porque o desespero e o sofrimento presentes nas batalhas acabavam invocando as forças sobrenaturais: fundar uma casa de Deus para que este socorresse os que a construíram e destruísse seus inimigos.

Com a Ilha da Boa Viagem, a história foi diferente. Antes de ser fortificação, ela foi altar. Isto: primeiro veio uma igreja, depois, bem depois, o pragmatismo militarista usou-a para assentar canhões e defender as possessões portuguesas neste outrora paraíso chamado Baía de Guanabara.

Lá pelos meados do século XVII, Diogo Carvalho de Fontoura ordenou que se construísse uma capela dedicada a Nossa Senhora da Boa Viagem. Somente por volta de 1702 o capitão-governador Luís Cesar de Menezes construiria o denominado “Forte da Barra”, em verdade umas modestas posições de artilharia que, não obstante, nessa situação privilegiada na baía, adquiriam a condição de um importante ponto de defesa, nas encarniçadas lutas por estas terras brasileiras, tão belas, tão fartas, tão cobiçadas.

Confesso que quando passo pela ilha os canhões nunca ecoam em minha memória. Não consigo pensar no alarido, na fumaceira, no cheiro da pólvora, nas imensas bolas de ferro lançadas à distância pelos canhões, ou nas que, em revide, caíam na ilha, causando destruição e morte, lá e cá, porém mantendo, milagrosamente intacta a morada de Nossa Senhora da Boa Viagem. Penso mais na ilha como baluarte de fé.

A Ilha de Boa Viagem tem mesmo vocação de altar. Um altar até para céticos e ateus. Um altar de rocha encoberta de verde, recortado contra o céu azul e eternamente plantado na direção da entrada da barra. A igrejinha branca mais parece uma bandeira, alva e imóvel, secularmente lembrando a paz.

A pequena ponte que liga a ilha ao continente, embora obra relativamente recente, integra-se perfeitamente à paisagem. É como se a Virgem, do alto desse pequeno outeiro, tivesse resolvido, séculos depois, que os passantes do calçadão moderno de hoje também devessem se irmanar com aqueles aguerridos combatentes de outrora, todos juntos num ato de fé.

Boa viagem! Gosto de pensar nessa ilha também a partir desta exclamação tão tocante. Expressão que junta saudade antecipada, esperança e desejo. Desejar boa viagem é sempre isso: conformar-se com a partida inevitável, mas superar o egoísmo e querer o melhor para quem vai de partida

Viajantes registraram que a capela erguida em louvor a Nossa Senhora da Boa Viagem era, até o final do século XIX, um local de peregrinação de pescadores e marinheiros. Aos homens das guerras de conquista, do passado remoto, juntaram-se os combatentes de outras lutas, as batalhas diárias contra os perigos do mar. E essa Nossa Senhora da ilha acolheu a todos, deu-lhes o alento baseado na fé. A modesta capela transformou-se num repositório de ex-votos, quadros e outros ícones religiosos, testemunhando a gratidão dos marujos. As paredes também transformaram-se em belos murais, igualmente eloqüentes testemunhos figurativos de crença.

Nos seus tempos áureos, a alegria, a música e a dança invadiram a pequena ilha, numa algazarra de felicidade muito diferente do fragor das batalhas. Ao invés do ruído dos canhões, o som de coros sacros ou de modinhas laicas.

Hoje, esses símbolos materiais da fé e essas ingênuas festinhas locais ficaram no passado, roídos pelo descaso, esquecidos pela desmemoriada cultura nacional, vencidos pela barulheira da comunicação de massa, ultrapassados pela modernice insensível. Mas a ilha, sua igreja e as ruínas da fortificação continuam lá, graças ao zelo admirável de meia dúzia de abnegados.

Quando passo pela ilha, muitas vezes apressado pelos compromissos do dia-a-dia, às vezes imagino uma voz, de santa ou de meu próprio desejo, a dizer com carinho:

-
Boa viagem!

Texto e fotos de J.Carino.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Construção amadora - o desejo que sobrepõe a razão, ou quase..!

Pessoal, não conheço um só velejador, principalmente os de cruzeiro, que não tenha sonhado em construir seu próprio veleiro. Os dois do Damien, Gérard e Jerôme, construiram o deles por 5 anos na dureza e na beleza da juventude, e em 1969 se soltaram do pier e rodaram o mundo por 5 anos. Bernard Moitessier o seu Joshua, Eric Tabarly os Pen Duick II, III, IV, V e VI, Sir. Knox Johnston mandou construir o seu pequeno e robusto Suahili na India e acabou ganhando o “The Sunday Times Golden Globe Race” em 1969. O Amyr Klink não para de brincar disso, é um Paratii atrás do outro, o Cabinho então nem se fala, Aleixo Belov já construiu pelo menos dois que eu saiba, veja em Veleiro Fraternidade! Ainda temos os Shurmann e tantos outros anônimos, “e ainda tão poucos”. Pô mas por qual motivo estes caras fizeram isso? É tão mais fácil comprar um usado! De um final de semana para o outro, você já pode sair navegando em seu veleiro. A resposta é complexa e devido a complexidade dos motivos não arriscarei uma aqui. A construção de uma embarcação além de requerer mais recursos do que a compra de uma usada, requer muita, mas muita coragem por parte de quem se arrisca na empreitada. Amyr, o Klink, não gosta de barcos de plástico pois “não possuem alma”, diz ele. Até concordo, em parte. Um dos principais riscos é a falta de recursos que pode ocorrer por conta de algum contratempo durante o periodo da construção. Doenças, desemprego, viagens, familia, etc. No que diz respeito a família e sendo nós Brasileiros, não tente se meter nisso se a sua não comprar esta idéia com você. Isso pode causar até separação. A construção de um veleiro tem que envolver os seus mais próximos, caso contrário a chance de dar tudo errado é muito grande. O amor que você desviar para o barco será cobrado  em casa. No entanto, não tenho idéia de como deve ser a satisfação de alguém que encosta a quilha de seu barco na água pela primeira vez! Mas estou neste assunto tão somente para falar a respeito de um camarada de coragem. O nome dele é Mauricio. Ele é o feliz proprietário do SANUK, uma casa em formato de catamarã que fica sobre as águas de Abrolhos, BA a maior parte do ano. Eu mesmo já fui passar duas temporadas nele. É incrivel como o Mauricio conseguiu tanto espaço lá dentro, aproveita tudo que pode. Como ele próprio me disse, ele possui a capacidade de formar mentalmente um desenho tridimensional do barco, o que ajuda na hora de construir o mesmo. Acho que ele tem um autoCAD cerebral, sei lá. No momento ele está com um novo projeto. Está sendo construindo em um estaleiro na Ilha da Conceição em Niterói no Rio de Janeiro, o SANUKSTAR. Um monocasco que, pasmem, com seus pouco mais de 11m leva uma motocicleta na popa em paiol próprio e tudo mais que ele descreve no site que já está no ar mas ainda em construção http://www.pesquisamar.com.br/ . Este veleiro está sendo construido para ajudar estudantes e seus orientadores na busca de respostas as suas indagações científicas a respeito do mar e seus habitantes. Sim, pois SANUKSTAR viverá por um motivo nobre, o de promover conhecimento. Certamente ficarão bem contentes quem dele se servir, até mesmo para charters de turismo eventuais. Estive no estaleiro mês passado e pude costatar de perto um pouco das soluções que o Mauricio encontrou. Parabéns prof. Pardal! Há, pode contar comigo como tripulante do SANUKSTAR caso ele tenha que subir para Caravelas, BA...Vou fazer um esforço danado!!!.  Vejam as fotos...Abrçs, Luís.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Regata de domingo do ICB - Niterói, RJ

Primeiro Lugar !!!!! Esta tripulação aí da foto ficou em primeiro lugar na categoria Cruzeirão A!!!
Domingo passado participamos da regata "Karl Heinrich Boddener" do Iate Clube Brasileiro em Niterói - RJ.  Foi um dia lindo, na raia tinham barcos de diferentes categorias como de costume. Corremos no Enterprise, barco comandado pelo Sr. Helmut Stenger. A bóia de contra vento foi moleza pois a corrente estava a favor, estávamos de maré vazante.  Como eu sempre digo, é muito bom olharmos para o fundo da cabine ao final de uma velejada e vermos que por ali passou um furacão, sinal que a velajada foi daquelas!! Aproveito para fazer um elogio rasgado a uma pessoa que muito tem a ensinar sobre regatas, sim pois cruzeirar e regatear são coisas completamente diferentes. O Sr. Helmut é um excelente tático, qualidade que para uma pessoas aparece mais naturalmente e para outras pode não aparecer nunca. A nossa colocação foi o que menos nos importou, o melhor foi velejar em companhia de pessoas agradáveis e que adoram estar no mar. Obrigado Helmut e Ângela.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Baía da agonia


No ano passado a Comissão Olímpica Internacional, o COI esteve aqui no Rio. Legal não é? Pois bem, naquela época não existia o Blog do Big e eu não pude mostrar aos amigos o que presenciei. Pô Luís, que interessante...e daí? Explico: “VOCÊS TINHAM QUE TER VISTO O ESTADO QUE FICOU A ÁGUA DA BAÍA DA GUANABARA!” De dentro do Big Rider, na popa, olhando para os cabos que o prendem à poita do píer, quase tinhamos a visão da própria poita que fica a uns 3 metros de profundidade. Acreditem, para os parâmetros normais da água da Baía é muita transparência na superfície que por vezes não chega a um palmo!! Eu e minha filha nadamos entre os barcos, limpamos o hélice, brincamos e nos alegramos pela água limpa que estava ao nosso redor. Incrível foi que nem me passou pela cabeça que era por conta do COI. Pobre panaca. A verdade é que foram desviados rios importantes. Rios que outrora traziam vida para dentro da Baía, carreando nutrientes vindos das montanhas e que agora, depois de mal tratados e poluídos por nós, desembocam na querida baía mortos e desprezados. Só lembramos deles quando enchem e inundam regiões que não deveriam estar habitadas. Pois bem, uma semana depois que o COI foi embora TUDO voltou ao normal. Os sacos plásticos estavam de volta, o óleo derramado pelos navios e barcos de pesca estava de volta, a água marrom de aparência quase sólida estava de volta, o cheiro de esgoto estava de volta e a minha indignação nem se fala. Vejam este vídeo (feito em 2007!!!) e tentem imaginar onde foi parar o nosso dinheiro, ainda, onde vai parar o dinheiro que pegamos emprestado do exterior para as melhorias necessárias de que a nossa Baía tanto precisa. Vão parar nas cuecas destes canalhas que elegemos de tempos em tempos. Prometer a despoluição da Baía da Guanabara produz o mesmo efeito aos eleitores tal qual acabar com a violência no Rio ou a fome no Nordeste. Sonho em um dia poder velejar com meus netos em Uma Baía menos poluída. Caramba é tão linda, não nos cansamos de ver as mesmas imagens, mesmas Igrejas e Fortalezas, mesmas pedras e montanhas em sua volta e no entanto temos que ver televisores boiando, cadeiras e poltronas por todo o lugar. E estes artefatos não vieram do esgoto, vieram da falta de educação que o brasileiro aprendeu a cultivar e achar que é assim mesmo, que é normal ser porco.

A foto aí eu fiz no domingo no (JIC). Olha como fica bacana a água toda enfeitada de saquinhos multicoloridos por todos os lados, sem falar nas camisinhas de Vênus com nó na ponta, tem de todas as côres. É o mesmo local que relatei lembra? Na popa do Big, no pier do clube. Caminhamos bem... Luís.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Grandes personagens no Rio Boat Show 2010

Oi pessoal, ontem dei um pulo no Rio Boat Show que está acontecendo neste momento na Marina da Glória.
Eu estava no JIC, me preparando para ir para casa quando decidi ligar para o Luiz Sérgio e ele me disse que estava se direcionando ao salão. Tinha um convite para mim. Imprimi meus dados na náutica do clube e fui direto para lá.
Leio muito sobre TUDO que consigo referente a vela e principalmente referente a construção amadora no Brasil. Em relação a construção de barcos brasileiros nós temos uma referência que é o Sr. Roberto de Mesquita Barros o “Cabinho”. O Cabinho já escreveu vários livros sobre suas aventuras nos mares do mundo mas ele é muito mais conhecido pela sua simplicidade no trato e pelos seus exelentes projetos. A visão que o Cabinho tem de espaço é algo inacreditável. Os seus barcos são incrivelmente espaçosos, confortáveis e seguros. Não tem um velejador de cruzeiro no Brasil que não tenha sonhado em possuir um barco projetado por ele. Neste caso, facilita ter um estaleiro preparado e principalmente familiarizado com seus projetos. Isso é um problema...na verdade já foi. Existe uma pessoa no Rio que simplesmente faz o sonho tornar-se real...esta pessoa é o Sr. José Manoel Gonzales Fernandes, o Manolo. Ele é espanhol, veio para o Brasil ainda criança e trouxe com ele o DNA naval de que tanto precisamos. Seu estaleiro Sabadear é uma referência na construção de veleiros. Ele me revelou que com aproximadamente R$ 400.000,00 você pode possuir, em 4 ou 6 mêses, um veleiro incrível, um  Samoa 36 com TUDO que possa imaginar. Os Samoas são outra referência em termos de barcos seguros e confortáveis (desenhados por Cabinho). Ainda temos o Luiz Sergio, um detalhista e apaixonado velejador que com suas próprias mãos, parafuso a parafuso, construiu um robusto Samoa 35. Hoje é meu amigo e principal consultor. Pense em um problema que você possa ter com seu veleiro...pensou? Pois bem, ou o Luiz  já passou por este problema e já resolveu de maneira precisa, ou ele já pensou na solução e está só aguardando o problema surgir... Pois é, foi assim que ele me convenceu a adquirir um guincho de 1000W para o Big Rider. Já estamos antevendo aquela lestada que possa entrar no final de tarde nas cagarras... Sinceramente eu não estou mais aguentando levantar a âncora. Tenho sempre que ingerir uma cartela de Dorflex depois... E por último, eu conheci duas pessoas que só conhecia por leitura, o Hélio e sua esposa Mara do veleiro MaraCatu. Não direi nada a respeito deles, vejam o blog primoroso e tirem suas conclusões. Grandes pessoas! Saúde a todos.
PS: a foto que ilustra esta postagem foi feita de meu celular pela Elizabeth que deu um duro danado para que ficasse visível! Viva Beth!
Luís Cardoso

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Os barcos de Eric Tabarly


Le Pen Duick VI d'Eric Tabarly
Enviado por Sailingnews. - Futebol, capoeira, surfe e mais videos de esportes.

Eric Tabarly foi um homem que viveu para seus barcos. Cada um foi desenhado e construido para um tipo de regata. Inventou o lazy jack, camisinha para balão, a mesa de navegação com cardã, tanques de lastro entre outros. Venceu várias regatas em solitário fazendo diferente dos outros concorrentes, teve que otimizar as manobras de troca de velas para melhor rapidez e segurança fazendo-o mais competitivo. Sempre muito simpático e simples, capaz de feitos espetaculares, morreu em 1998 fazendo o que nasceu para fazer, velejando. Estava a bordo do barco que pertenceu a seu pai, o Pen Duick (Tentilhão-de-cabeça-preta). Todos os navegantes deveriam conhecer um pouco da vida deste francês que é um herói até hoje em seu país. Ao longo de sua vida viveu endividado por estar sempre construindo ou consertando um dos seus Pen Duicks. Muitos amigos e donos de estaleiro o ajudaram e assim fizeram parte de sua vida e a eles Tabarly era muito agradecido. Um filme sobre suas conquistas e sobre a sua vida já foi lançado, irei falar sobre ele posteriormente. Um abraço, Luís. 

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Páscoa a bordo

Olá a todos. Chegamos ontem de Niterói. Ficamos a bordo do Big Rider como sempre fazemos quando passamos nossos finais de semana no clube.Fui na sexta feira, minha esposa, filha e sobrinha não puderam ir,  foram no sábado. Como estava doido por uma velejada resolvi sair na sexta para dar uma velejada sozinho mesmo como gosto de fazer e para testar a nova vela. Eu adoro pessoas a bordo, como sempre costumo dizer, e outros já disseram antes, a felicidade só é plena quando ela é compartilhada, e é verdade, mas também é muito prazeroso velejar só. Embora não me sinta só nem um pouco. Sempre tem um atobá, um trinta réis ou um tesourão fazendo companhia. Nesta sexta, ao apontar a proa do Big Rider para a Ilha Rasa e ligar o “Magalhães”, nosso piloto automático, eu dei uma olhada em volta para ver se tinha algum cargueiro aproando para entrar na boca da barra da Baia da Guanabara, constatado que estava seguro, eu fui para a proa e fiquei sentado sobre o deck, encostado na cabine e olhando para o horizonte. Na hora comecei a ouvir os pios dos Trinta Réis que passavam sobre nós, olhei para a frente e vi ao longe a Ilha Rasa, para mim é a melhor velejada que temos aqui no Rio para ir e voltar no mesmo dia. Parti do clube ‘as 14:00h pois geralmente é quando o vento “firma”. Depois de passar ao largo da Ilha Rasa, o vento refrescou bem e aí começamos a andar a 7 nós, com o Big Rider levantando altos “bigodes”. O sol já estava ficando amarelo e pude fazer a foto dele “morrendo” por trás da Ilha Redonda. Eu não queria parar de velejar e fui indo em frente até o vento diminuir um pouco, só que já estava anoitecendo e então resolvi voltar pois a entrada na Baía ‘a noite é perigosa, entram e saem muitos cargueiros, balsas e navios de turistas, muitas vezes um atrás do outro e andam muito rápido. Como aquela área é restrita, pois existe um canal, os navios não podem desviar de nós e não temos como saber se eles nos vêem. Aconselho a não navegar na bôca da barra depois de anoitecer pois é perigoso. Cheguei ao clube e já eram 21:00h e só voltei naquele dia para poder beber uma cerveja com um grande amigo Resende que me esperava no clube pois a vontade era ficar no mar. Ainda tinha vento que depois mudara para um terral fraquinho. Era para velejar a noite toda!! No sábado as meninas chegaram e demos outra velejada, com direito a um belo arco íris. Ótimo feriado a bordo do Big Rider.


sexta-feira, 26 de março de 2010

Class one X lixo na Baía de Guanabara



Pessoal, eu ando preocupado com uma coisa que gostaria de compartilhar. Pode até ser que o que penso não tenha fundamento, afinal, eles não fariam uma corrida com estas lanchas incríveis em um local que pudesse oferecer um risco demasiado. Pelo menos penso eu. É o seguinte, nós que navegamos na Baía da Guanabara com periodicidade sabemos da quantidade de vezes que temos que desviar de: televisões, poltronas, tampas de vaso sanitário e não é raro, imensos troncos de árvore. Eu já tive que desviar de um jacaré, este que está aí na foto. De certo que estas lanchas ficam plainando quase em tempo integral, mas as rabetas dos motores ficam dentro d'água também em tempo integral e nem sempre dá para ver o artefato boiando pois muitas vezes ele fica a centímetros da superfície. No domingo, estarei vendo de dentro do Big Rider, a corrida. Tomara que eles não encontrem pela proa nada que descrevi acima, mas acho difícil. (dê sua opinião a respeito, comente esta postagem, posso estar enganado. Abrçs.)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Farol da Ilha Rasa - Rio de Janeiro


No Rio de Janeiro (cidade), temos poucas ilhas para usarmos de destino nas nossas velejedas fora da barra. O local que vou bastante é o arquipélago das cagarras. No entanto, se dispusermos de mais tempo podemos dar um bordo até a Ilha Rasa, onde gosto mais. Fazer a volta na ilha é um passeio e tanto.
Veja o texto abaixo. O farol tem uma história muito interessante.


A ilha abriga um farol, o Farol da Ilha Rasa, mantido pela Marinha do Brasil.
A primeira notícia de que se dispõe, relativa a um auxílio à navegação instalado na ilha é anterior à Transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821), época em que, à noite, era acesa uma fogueira no ponto mais alto da ilha, pelo pessoal que ali residia para atender a essa função.
O Príncipe-regente autorizou a construção de um farol em 1812, por iniciativa da Junta de Comércio, tendo sido inaugurado apenas em 31 de julho de 1829, dado que estivera na posse de um corsário argentino nos três anos anteriores.
O farol apresenta planta quadrangular em três pavimentos e circular no topo, elevando-se a 26 metros de altura, em alvenaria com cantaria nos vértices. Originalmente iluminava a 3ª légua da barra, com altura de 441 palmos (101 metros) acima do nível do mar, podendo ser visto até à 10ª légua. Utilizava uma lente de cristal francês com 2,5 metros de diâmetro e um sistema mecânico pesando 7,5 toneladas. Esse conjunto podia ser facilmente movimentado graças a um anel de mercúrio líquido que servia de base à lente.
O conjunto foi modernizado em 1883, passando a operar com energia elétrica gerada por um dínamo fabricado pela empresa francesa "La Maison Soutter et Lemunier".
Em 1907 foi instalada a estação pluviométrica e, em 1909, uma estação telegráfica, além de um pequeno guindaste para o abastecimento da ilha. Nesse mesmo ano, em outubro, o antigo sistema elétrico foi substituído por um aparelho de iluminação incandescente a petróleo, fabricado pela "Maison Barbier, Bernardo e Turenne". Esse sistema encontra-se em perfeito estado até aos dias de hoje. Uma buzina foi instalada em 1913 e, em 1947, um radiofarol para apoio à navegação aérea.
Em nossos dias o farol opera com um motor elétrico de 0,5 hp. Para os casos de emergência, ainda se mantém em reserva o antigo equipamento.
Fonte - Wikipédia

Mais um porto escolhido para sediar a Volvo Ocean Race 2011-12



Quarta-feira 24 de março de 2010, 16:30 GMT
Miami volta a sediar o circo da  Volvo Ocean Race. Hospedará o começo da perna transatlântica para Lisboa na edição 2011-12 do evento.

terça-feira, 23 de março de 2010

Programação da Class-one no Rio de Janeiro




Sobre o Evento


(Pelo que já vi no percurso, teremos uma reta na Praia do Flamengo e outra próxima a pedra do morcêgo em Niterói)

Como já noticiei aqui, o Rio de Janeiro irá sediar pela primeira vez no Hemisfério Sul uma etapa do Class-1 Power Boat Championship – o Grande Prêmio Brasil Class 1.

O evento acontece de 26 a 28 de março de 2010 na Marina da Glória e será o primeiro de um contrato de 10 anos de exclusividade para organização da prova no Brasil envolvendo o Rio Tur, a agência de comunicação integrada Aktuell e o Grupo EBX, de Eike Batista. O Class-1 Power Boat Championship – Grande Prêmio Brasil Class 1 – abrirá o Campeonato Mundial da categoria este ano e será o primeiro grande encontro esportivo de relevância internacional no Rio de Janeiro após o anúncio da cidade como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

A expectativa é que 1 milhão de pessoas possam acompanhar de perto as corridas e treinos a partir do Aterro do Flamengo. A Marina da Glória irá abrigar toda a infraestrutura do Class-1 no Brasil: camarote para até 2000 pessoas, área VIP, lojas, restaurantes, bares e uma boate fazem parte do complexo que une esporte e entretenimento.

A competição consiste em uma série de treinos livres classificatórios e duas corridas: uma no sábado e outra no domingo. A Rede Globo de Televisão e a SporTV são parceiras na transmissão e cobertura do evento. A semana que antecede o evento no Rio será marcada por uma série de atividades promocionais e de envolvimento com a população carioca – inclusive, com a Boat Parade, um desfile pela orla de Copacabana com as lanchas de corrida, marcado para acontecer no dia 21 de março, aproximando o público dessas fantásticas máquinas que chegam a mais de 270 km/h.

Programação

Sexta, 26 de março
09h30 17h30 Funcionamento do evento
09h30 11h00 Treino livre
11h00 11h30 Briefing para equipes
12h30 13h30 Treino Oficial – Etapa 1
14h30 15h30 Treino Oficial – Etapa 2
15h30 17h00 Dj Lounge Class-1

Sábado, 27 de março
09h30 17h30 Funcionamento do evento
09h30 10h00 Treino livre
10h00 10h30 Treino Oficial
10h45 11h30 EDOX Pole Position
14h30 INICÍO - Grande Prêmio Brasil (Corrida 1)

Após o término Premiação de Podio
15h30 17h00 Dj Lounge Class-1

Domingo, 28 de março
09h30 17h30 Funcionamento do evento
09h30 10h00 Treino livre
10h00 11h30 Treino Oficial
14h30 INICÍO - Grande Prêmio Brasil (Corrida 2)
Após o término Premiação de Podio
15h30 17h00 Dj Lounge Class-1

domingo, 21 de março de 2010

Técnicas de fundeio

Saber fundear uma embarcação corretamente parece fácil, mas se não soubermos algumas técnicas de segurança, podemos viver momentos difíceis a bordo ou até mesmo perder nossa embarcação. Existem na literatura vários textos explicativos sobre o assunto. No entanto, vale a pena lembrar não é? Eu li este artigo em um site e duas das três técnicas descritas já foram usadas por mim em um fundeio na Ilha de Paquetá, RJ onde entrou um Noroeste daqueles. O veleiro na época era um Velamar 24 (Conto de Areia), ele apenas caturrava muito mas não saiu do lugar. Ainda, as marinas deveriam levar em conta estas tabelas abaixo na hora de fabricarem as poitas. Espero que leiam pois é importante. Abrçs, Luís.

Eram 80 nós de vento, ondas enormes e “voando” uns por cima dos outros. Mesmo assim, o veleiro Guruça, de Fausto Pignaton, sobreviveu ao Luís, um dos mais destruidores furacões da história do Caribe. Esta história, contada em Náutica 92, gerou um grande número de cartas para nossa Redação. Os leitores queriam detalhes técnicos sobre como o velejado brasileiro salvou seu barco e também indagavam sobre o jeito certo de fundear durante uma “pauleira”. Assim, decidimos pedir a Fausto que revelasse sua tática (veja quadro) e explicar, ainda, o que fazer quando a ventania chega.

Antes de qualquer coisa, é preciso ter em mente que os barcos foram feitos para navegar, e não para ancorar. Sim, pois se você for apanhado por uma tormenta daquelas cinematográficas, a melhor coisa a fazer é levar seu barca para alto-mar – não importa o quanto sua mulher, filhos e amigos reclamem. Explica-se: as tempestades brasileiras, feliz-mente, estão bem longe de ser furacões. Assim, desde que você se mantenha atento no leme, as ondas e o vento podem, no máximo, assustar e marear a tripulação. Em contrapartida, uma aproximação de terra em circunstâncias difíceis muitas vezes leva a um trágico encalhe.

Se, no entanto, você já estiver sob a pseudoproteção da linha da costa e pretender fundear – para passar uma daquelas memoráveis noites contando os segundos enquanto espera o dia raiar –, vale a pena observar alguns fatores de segurança. Em primeiro lugar, é bom entender que duas forças agem sobre o barco. Uma delas é obra da natureza, especifica-mente do vento ou da corrente. É a força impulsiva, que empurra o barco para onde Netuno quiser. A outra é resultado de uma boa âncora, empregada por um marinheiro ' esperto – no caso, você. Esta se chama força retentiva. Com o barco à deriva, a Força Impulsiva depende da velocidade do vento, da área vélica do barco (e atenção: este termo vale tanto para veleiros quanto para lanchas e navios, ainda que estes últimos não tenham velas propriamente ditas), da corrente no local, da energia cinética do barco (caso esteja manobrando velozmente) e até mesmo das ondas.

Um vento de 15 nós (considerando que o barco esteja fundeado em local com um certo abrigo) faz uma força de 80 kg em um barco de 50 pés (veja quadro na seqüência). Porém, se o vento for de 50 nós (equivalente a uma tempestade de pequena intensidade), o esforço sobre o barco quadruplica, ou seja, é de 520 kg. Por isso, procure um bom local para fugir da “pauleira”. E a nossa aliada, a Força Retentiva? Esta é conseguida graças à resistência causada pelo cabo de fundeio e sua âncora. E, é claro, ao tipo de fundo, fator que garante seu sono ou provoca insônia. Torça para existir uma areia das boas no lugar onde for ancorar durante o sufoco. Se ela existir, tudo o que você vai precisar é de um ferro que “agüente o tranca”. Aliás, dois ferros. Sim, pois o ideal é ter, no mínimo, duas âncoras de peso apropriado, e não esquecer de amarrar a segunda. Entretanto, tome cuidado para não "esconder” a âncora: por ser grande e desajeitada, o ferro é muitas vezes guardado no fundo do porão, sob sacos de velas e todas as tralhas imagináveis. Na hora da “pauleira” isso faz diferença.

Com duas boas âncoras, cabos em perfeito estado e corrente adequada, tudo que você vai precisar para sair do sufoco é de paciência e conhecimento das três manobras principais de fundeio: à galga, a pé-de-galo e, simplesmente, a dois ferros. Mas, antes de falar delas, convém esclarecer p modo certo de jogar a âncora.

Muita gente acha que “amarra” significa “a corrente”. Pode até ser, mas o ideal – sobretudo para quem não tem experiência – é que a amarra seja um conjunto de corrente e cabo. Explica-se: ainda que os elos de metal sejam mais resistentes, é bom ter cabos de náilon na amarra para que se possa sentir se a âncora unhou, e, além disso, torna a amarra mais elástica (absorvendo os choques das ondas). Afinal, é muito mais fácil perceber a tensão num cabo do que numa corrente. E isso não compromete a segurança? A resposta é “não”, pois a maioria dos problemas de fundeio ocorre em função de ferro garrando (arrastando pelo fundo). Os casos de rompimento são raros.

Por isso, não “decore” o fundo do mar com metros de corrente. É melhor ter um cabo, para sentir na mão o momento em que o barco “porta pela amarra”, ou seja, afila a proa em direção ao vento, com a âncora unhando ao fundo. Isto feito, basta largar a quantidade de cabo necessária para completar no mínimo cinco vezes a profundidade do local e dar um toque com motor à ré, para conferir se a âncora está segura. Lembre-se que quanto maior o comprimento do cabo (o chamado filame), mais a âncora unha no fundo.

Mas não adianta saber quando os ferros unharam se você não tiver idéia de quantos deles jogar e em que posição. Agora, sim, é hora de falar dos três tipos de ancoragem. O mais seguro numa tempestade é o fundeio à galga. Ele consiste em largar uma amarra com duas âncoras: uma na ponta e outra a alguns metros da primeira, presa por uma manilha (veja ilustração). O único problema deste tipo de fundeio é peso: se você não tiver um bom guincho a bordo, precisará de um marinheiro halterofilista na hora de largar ou trazer as âncoras de volta. o pé-de-galo, por sua vez, está mais para uma precaução do que para um tipo de fundeio. Acontece quando você já está ancorado e, com medo do vento, decide soltar uma segunda âncora – independente da primeira. Ela só vai ser acionada se a primeira garrar. Nesse caso, o cabo da segunda âncora vai se esticar, avisando que algo não vai bem.

Você, então, deve soltar um pouco o cabo dessa segunda amarra para formar um sistema de fundeio

com as duas âncoras. Simples, não? Tão simples quanto essa manobra é, finalmente, a de amarrar a dois ferros. Considerado quase tão seguro quanto o fundeio à galga, nada mais é que jogar dois ferros com o mesmo filame e suas respectivas amarras, formando um ‘V “com aproximadamente 50º de ângulo. Por que? Pois isso distribui melhor o esforço, reduzindo a fadiga de todo o equipamento”.

Para quem acha isso um exagero de precaução, vale lembrar uma máxima entre os marinheiros: “Quem tem dois, na verdade tem só um. E quem tem um, não tem nenhum!”

Retirado de: http://www.navegarebom.com.br/

quarta-feira, 17 de março de 2010

Vai ter Árabe na Volvo Ocean Race 2011-12

Segunda feira, 15 de março de 2010
Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, abriu novas perspectivas para a Volvo Ocean Race por ser confirmada campo da primeira escala no Oriente Médio na História do evento.
Um barco de Abu Dhabi também vai tomar o seu lugar na linha de largada da corrida 2011-12 em Alicante, Espanha.
O acordo foi assinado entre sua Exelência Mubarak AL Muhairi que é o diretor-geral do Abu Dhabi Tourism Authority (CIDA) e o CEO da VOR Knut Frostad.
Ele disse: "Nós encontramos em Abu Dhabi uma sinergia incrível", "Este destino tem uma longa história marítima, que pretende elevar para uma nova era ao comemorar as conquistas do passado"

terça-feira, 16 de março de 2010

Eike Batista, traz F1 dos barcos ao Brasil


"Etapa nacional do evento está orçada em R$ 12 milhões"
Apaixonado pela corrida Class 1, de barcos de velocidade para mar aberto, o empresário Eike Batista adquiriu os direitos de realização do evento no Brasil. O investimento não foi divulgado, mas a etapa nacional está orçada em R$ 12 milhões.
A etapa brasileira da competição está marcada para acontecer entre os dias 26 e 28 de março de 2010, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. A produção da etapa está a acordo da agência Aktuell, de Rodrigo Rivellino, filho do craque Roberto Rivellino.
O Brasil vai sediar a única etapa da América, continente que receberá a competição pela primeira vez. Hoje, o Class 1 acontece na Noruega, Emirados Árabes (Dubai e Abu Dhabi), Itália, Romênia e Qatar, envolvendo onze equipes.
Em edições anteriores (o campeonato acontece desde 2004), países como Rússia, Grécia, Inglaterra, Portugal e Egito também sediaram etapas.
A disputa é exibida em 54 países e, no Brasil, contará com a parceria de transmissão da Rede Globo."

quinta-feira, 11 de março de 2010

Volvo Ocean Race - Notícias

Galway (Irlanda) foi selecionada como o porto final para terminar a corrida 2011-12.
"Já experimentamos o entusiasmo antes na Irlanda e estamos ansiosos para trazer a competição para a sua conclusão em um país que realmente sabe como comemorar"
"Tenho muito orgulho em confirmar a participação da Irlanda, Galway é um porto magnífico para a fase final do evento ", disse o CEO da Volvo Ocean Race "Knut Frostad".
É isso aí...enquanto isso...esperamos para ver se estaremos nesta festa também!